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Friday, July 11, 2008

A infância

Esta era a impressão que a minha mãe me transmitia: até começar a reconhecê-la era apenas uma sensação – «Isto é bom». Sem forma, sem cara, apenas uma coisa indefinida inclinando-se sobre mim e donde viria algo de bom... agradável... Ver a minha mãe era como olhar para alguém através da lente de uma máquina fotográfica. A princípio não se consegue distinguir nada, apenas uma mancha redonda nublada... surge então uma cara e as suas feições tornam-se mais nítidas.
A. R. Luria, "O Caso do Homem que Memorizava Tudo"

A infância é um tema difícil de estudar porque ninguém se lembra como foi. As primeiras percepções, as sensações, toda a relação com o mundo envolvente, se permanece com o individuo encontra-se profundamente enterrado num consciente difícil de atingir.

Saturday, July 5, 2008

Sinestesia

Quando exposto a um tom com uma frequência de 2000 ciclos por segundo e uma amplitude de 113 decibéis, disse: «Parece fogo-de-artifício, colorido levemente com um vermelho-rosado. A banda de cor é rugosa e desconfortável ao tacto e tem um sabor horroroso, como o de um picle salgado... Isto pode magoar a mão».
A. R. Luria, "O Caso do Homem que Memorizava Tudo"

Trocavas sanidade mental por uma memória ilimitada?
Uma memória de elefante é obrigada a viver sempre no presente. Uma memória quase de elefante pensa que pode referir-se às memórias do passado.